HyperOS 3.1 vem aí com mudanças internas e visuais, mas nem todos os donos de celulares Xiaomi vão sentir o gostinho da nova versão. O motivo é simples: a interface passa a exigir o Android 16, deixando de fora modelos que ficarão presos ao HyperOS 3.

O Mania de Celular acompanha o assunto de perto e explica, a seguir, quais dispositivos não serão atualizados, o que muda na experiência de uso e quanto custam esses aparelhos no varejo brasileiro.

HyperOS 3.1 passa a exigir Android 16

Até aqui, a interface HyperOS não estava amarrada a uma versão específica do sistema do Google. Era possível ver celulares rodando Android 13, 14 ou 15 com a mesma camada da Xiaomi. A estratégia muda no HyperOS 3.1, que será liberado apenas para quem receber também o Android 16.

Essa abordagem lembra o que a Samsung faz ao disponibilizar o One UI e o Android em conjunto. Na prática, aparelhos incapazes de chegar ao Android 16 ficarão fora do próximo pacote, permanecendo no HyperOS 3 até segunda ordem.

Multitarefa ganha visual inspirado no iOS

A alteração mais visível anunciada até agora é o novo menu de multitarefa. Os aplicativos abertos serão exibidos em cartas sobrepostas, semelhante ao que usuários de iPhone já conhecem. Quem preferir poderá manter o layout antigo, garantindo familiaridade durante a transição.

Outras novidades ainda não foram detalhadas oficialmente e devem aparecer primeiro na China. Quando o lançamento local estiver estável, a Xiaomi inicia o cronograma internacional.

Celulares que não receberão HyperOS 3.1

Com a exigência do Android 16, a lista de modelos que permanecerão no HyperOS 3 já está definida. A relação inclui aparelhos populares da linha Redmi, POCO e até flagships lançados há poucos anos:

  • POCO F5 5G
  • POCO F5 Pro
  • POCO M6 Pro
  • POCO X6 Neo
  • Redmi 13C
  • Redmi K50 Ultra
  • Redmi K60
  • Redmi K60 Pro
  • Redmi Note 12T Pro
  • Redmi Note 12 Turbo
  • Redmi Note 13 5G
  • Redmi Note 13R Pro
  • Xiaomi 12
  • Xiaomi 12 Pro
  • Xiaomi 12S
  • Xiaomi 12S Pro
  • Xiaomi 12S Ultra
  • Xiaomi 12T
  • Xiaomi 12T Pro
  • Xiaomi Civi 3
  • Xiaomi MIX FOLD 2
  • Xiaomi Pad 6 Max 14

Alguns desses aparelhos ainda aguardam a chegada do HyperOS 3 inicial. A Xiaomi informa que o processo global de distribuição deve ser concluído até março de 2026.

Preços médios desses aparelhos no Brasil

Mesmo sem a próxima atualização, muitos dos modelos listados continuam à venda no mercado nacional, seja em lojas oficiais, seja por importação. Abaixo, os valores praticados em grandes varejistas online, com base em pesquisas realizadas na primeira quinzena deste mês:

  • Xiaomi 12 Pro – varia de R$ 3.800 a R$ 4.600
  • Xiaomi 12 – entre R$ 2.900 e R$ 3.500
  • Xiaomi 12T Pro – faixa de R$ 3.400 a R$ 4.200
  • Redmi Note 13 5G – de R$ 1.300 a R$ 1.700
  • POCO F5 5G – aproximadamente R$ 2.100 a R$ 2.600
  • POCO F5 Pro – cerca de R$ 2.800 a R$ 3.400
  • Redmi 13C – entre R$ 750 e R$ 950
  • Xiaomi Pad 6 Max 14 (importado) – na casa dos R$ 4.800

Os valores podem oscilar de acordo com promoções, câmbio e disponibilidade em cada região. Para quem compra fora do país, é preciso considerar tributos de importação, que elevam o preço final.

Modelos mais baratos permanecem atrativos

Mesmo sem HyperOS 3.1, aparelhos como o Redmi 13C e o Note 13 5G seguem populares pelo custo-benefício. A ausência do Android 16 não compromete a segurança imediata, já que a Xiaomi continua a distribuir correções de bugs e patches de segurança via HyperOS 3.

Calendário de atualização e possível retorno no HyperOS 4

O rollout do HyperOS 3.1 começa na China nas próximas semanas. Depois da fase inicial, a Xiaomi libera a versão para os mercados globais, em ritmo escalonado. Não há datas oficiais para o Brasil, mas, historicamente, a janela internacional leva de dois a três meses.

A fabricante sinalizou ainda que o HyperOS 4 pode adotar estratégia diferente em 2025, voltando a oferecer suporte a versões mais antigas do Android. Caso isso se confirme, parte dos aparelhos listados poderá receber novos recursos no ano seguinte.

No momento, a orientação é manter o sistema atualizado no HyperOS 3 e acompanhar as notificações de software. A lista divulgada pela Xiaomi não descarta futuras correções de segurança nem impede o recebimento de serviços do Google, que continuam ativos nos dispositivos.

Com a exigência do Android 16, o usuário interessado em recursos mais recentes precisará considerar um dos próximos lançamentos da marca, como a série Xiaomi 15T ou o Xiaomi 15 Ultra, todos já preparados para o HyperOS 3.1.

Até lá, a recomendação é avaliar o custo de um upgrade versus a permanência no modelo atual, levando em conta que o HyperOS 3 seguirá recebendo suporte regular até, pelo menos, o fim de 2026.

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Sou redator especializado em conteúdo tech e entretenimento para o mercado digital. Desde 2021, produzo reviews, dicas e comparações, com experiência como colunista em sites de referência.